Dica do Carioca

Diário do Rio, por Felipe Lucena

             

História da integrada Ilha do Governador

Por *Felipe Lucena

 

No imaginário popular, a ideia de ilha remete ao isolamento, parte menos conectada de determinados territórios. No entanto, a Ilha do Governador tem passado e presente extremamente ligados à história do Rio de Janeiro e do Brasil.

 

Em 1502, no contexto da chegada dos europeus ao Brasil, os portugueses adentraram na Ilha e se depararam com índios Temiminós.

 

“A hoje Ilha do Governador era chamada de Ilha de Paranapuã, que significa colina do mar. Também era chamada de Ilha dos Maracajás – nome de um pequeno felino -, que era como os Tamoios chamavam os Temiminós. As tribos eram rivais”, conta o historiador Maurício Santos.

 

A Ilha, que é terra natal de Arariboia, foi abandonada pelos Temiminós devido aos ataques dos Tamoios.

 

O nome Ilha do Governador surgiu em 5 de setembro de 1567, quando o governador-geral do então Estado do Brasil, Mem de Sá, doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá, mais da metade do seu território na Ilha.

 

Como era comum no Brasil da época, as terras onde hoje fica o grande bairro foram utilizadas para o plantio da cana-de-açúcar.

 

A Família Real também faz parte da história da Ilha do Governador. No século XIX, o Príncipe-Regente, D. João VI, utilizou a Ilha para suas caçadas.

 

A Praia da Bica, que fica na Ilha do Governador, tem uma fonte que existe até os dias de hoje e serviu para os banhos de Dom Pedro, quando ainda era menino.

 

O desenvolvimento da Ilha do Governador ampliou-se ainda mais a partir da ligação física regular da ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838.

 

Desde então, a integração que sempre existiu por diversos motivos, nunca mais parou.

 

**Felipe Lucena é jornalista, roteirista e escritor. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Apesar da distância, sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da Cidade Maravilhosa.

 

Fonte: Diário do Rio

Foto de capa: Reprodução site

 

Publicado em 13 de agosto de 2018



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