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Ecoturismo

 

“O Rio de Janeiro é a única cidade grande das que conheço que não conseguiu expulsar a Natureza”.
Paul Claudel, poeta

Se já não existe um paraíso intacto e facilmente acessível em nosso planeta, ao menos há, para os que sofrem da neurose da aventura, uma cidade perto da perfeição: o Rio de Janeiro.

Os navegadores franceses da esquadra de Villegaignon, na metade do século XVI, ao entrar pela Baía da Guanabara, arrepiaram-se com a variedade de relevo e inúmeras paisagens perfeitas para a exploração num único trecho do que vieram a denominar "França Antártica".

Relatos históricos contam-nos sobre escalaminhadas feitas pelos índios Tupinambás às pedras cariocas e uma primeira ascensão da Princesa Isabel ao topo do Pão de Açúcar, no final do século XIX, pela via que chamamos hoje de "Costão".

Parece que todo o esporte de aventura inventado ou a ser inventado, à exceção dos de neve, tem espaço cativo dentro da cidade do Rio de Janeiro. A fronteira do limite não é levada a sério na capital brasileira dos da aventura e ação.

Trilhas de trekking na Zona Sul e Zona Oeste, esportes aquáticos na Lagoa Rodrigo de Freitas, esportes da praia, da superfície e do fundo do mar, mirantes perfeitos para a prática de asa delta e parapente, e para escalar há desde as rochas pequenas (boulders) no meio das matas e as falésias frente ao oceano até as longas paredes de granito (big walls) do Corcovado. Está tudo ali, ao alcance das pessoas que desejam ser surpreendidas de vez em quando.

Floresta da Tijuca: a protagonista
De repente a água começou a faltar no Rio de Janeiro. A fonte principal vinha do Rio Carioca, mas essa água já não era suficiente. A devastação era grande e Dom Pedro II sabia que a conseqüência do desmatamento da Serra da Carioca e do Maciço da Tijuca seria a seca.

Foi então que o Major Gomes Archer foi convocado para uma tarefa inusitada: replantar a Floresta da Tijuca, que nessa época já havia se transformado num grande cafezal. E lá foi ele. Em pleno 1862 com a ajuda de 7 escravos, Major Archer iniciou o replantio da floresta. Nada menos do que 80 mil árvores foram plantadas. 45.777 vingaram.

Em 1961 uma área da Floresta foi designada como Parque Nacional, o maior parque metropolitano do mundo. E o resto da história você já conhece. Alguns anos de dedicação, outros de descaso, mas a Floresta continua lá e o melhor a fazer é conhecê-la justamente para preservá-la.

Segundo o jornalista, geógrafo e caminhante Pedro da Cunha e Menezes, autor de três livros sobre as melhores maneiras de conhecer as trilhas do Rio, o Parque Nacional da Floresta da Tijuca, é o que oferece a maior quantidade de trilhas para caminhar, pedalar e escalar alguns dos pontos de maior altitude da cidade. Tudo isso, a poucos quilômetros do centro.

E como diz Alfredo Sirkis, Presidente Nacional do Partido Verde, “Se você achar meio chato ficar em casa navegando reconstituições virtuais de florestas tropicais úmidas em algum site de ecoturismo, ainda resta em abundância, na nossa cidade ‘the real thing’, a natureza de verdade, propriamente dita e pra ninguém botar defeito”.

Cuidados...
Maior centro de montanhismo urbano do país, o Rio é um verdadeiro paraíso quando se fala de escalada e trekking. Os morros estão dentro da cidade e isso faz com que o montanhista tenha dezenas de opções de trilhas ou vias e ainda perde muito pouco tempo para chegar até elas. Mas, como em qualquer cidade grande onde a violência é tratada com descaso, as vezes uma caminhada pelas trilhas se torna um programa estressante.

Enquanto aguarda uma ação efetiva que beneficiaria tanto os esportistas quanto turistas, a Federação de Esportes de Montanha resolveu listar 7 áreas de risco na cidade: Morro da Urca, Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Morro Dois Irmãos, Vista Chinesa, o caminho entre o Parque Lage e o Corcovado e o acesso do Cosme Velho ao Corcovado.

Associações e amantes do esporte já estão empenhados em conseguir transformar o Rio, de fato, no paraíso. Lugares como o Parque Nacional da Floresta da Tijuca já conseguiram diminuir sensivelmente o número de problemas, mesmo com verbas precárias e quantidade insuficiente de pessoas para monitorar toda a área.

O que nós podemos fazer em relação a isso? Protestar. Se simplesmente nos trancarmos em casa e eliminarmos essas regiões do nosso roteiro, estaremos colaborando para que toda essa beleza que está ao alcance das nossas mãos e pés se transforme apenas em algo para ser admirado à distância.

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